Fim progressivo do 2G na Europa: uma viragem importante para as portagens eletrónicas de veículos pesados
Há já vários anos que os operadores de telecomunicações europeus estão comprometidos numa importante evolução: o encerramento progressivo das redes móveis 2G, em benefício de tecnologias mais modernas, como o 4G e o 5G. Durante muito tempo considerada robusta e suficiente para muitas utilizações industriais, a tecnologia 2G chega hoje ao fim da sua vida útil em grande parte do continente europeu.
Esta mudança tem consequências muito concretas para o setor do transporte rodoviário de mercadorias, e mais particularmente para os sistemas de portagem eletrónica utilizados diariamente pelas frotas europeias (veículos ligeiros e pesados).

Por que o fim do 2G afeta diretamente a portagem eletrónica?
Muitos identificadores de portagens eletrónicas atualmente em circulação ainda dependem do 2G para:
- A comunicação com as plataformas das operadoras,
- Atualizações remotas de software,
- Gestão de dados de veículos,
- Diagnósticos técnicos,
- Ativação de serviços de valor acrescentado
Com o fim progressivo da 2G, estas funções tornam-se parcial ou totalmente inoperantes, mesmo que o pagamento da portagem em si possa continuar a funcionar temporariamente através de outras tecnologias, como o DSRC. Assim, um indentificador ainda pode «passar» na portagem, mas sem controlo, sem atualização e sem visibilidade para o operador.
França e Suíça: dois exemplos concretos de uma mudança já em curso
Suíça: desativação direcionada antes da extinção total
A Suíça confirmou a extinção total da sua rede 2G até junho de 2026. Os identificadores (OBU) que funcionam em 2G terão o seu serviço definitivamente desativado a partir dessa data impedindo a sua circulação na rede suíça.
França: continuidade do pagamento, mas serviços fortemente prejudicados
Em França, o fim total do 2G está previsto para 31 de dezembro de 2026, o mais tardar. Esta evolução terá um impacto direto nos dispositivos de portagem eletrónica ainda dependentes desta tecnologia, nomeadamente para todas as funções conectadas. As principais consequências identificadas são:
- A impossibilidade de atualizar os dispositivos remotamente a partir do território francês
- A ausência de diagnósticos técnicos enquanto o veículo estiver em França
- A falha das atualizações OTA (mudança de matrícula, dados do veículo, operações no OBU)
- A indisponibilidade de serviços conectados de valor acrescentado
- A ausência de comunicação de eventos junto das ferramentas de supervisão
A oferta «Negoroad» propõe: antecipar o fim do 2G com toda a tranquilidade
A França e a Suíça não são casos isolados. Muitos países europeus já anunciaram ou iniciaram o fim do 2G, levando os operadores de teleportagens a atualizar os seus equipamentos. Na Negometal, desde 1984 que acompanhamos os transportadores europeus na gestão das suas operações transfronteiriças (recuperação de impostos e mobilidade europeia).
Perante o fim programado do 2G, optámos por propor uma solução fiável, evolutiva e virada para o futuro: as ofertas «Negoroad» operacionais na rede 4G.
Assim, beneficia de:
- Identificadores compatíveis com 4G, preparados para os novos requisitos das redes europeias
- Uma cobertura internacional sólida com 18 redes europeias abrangidas em 16 países, com a chegada da rede dos Países Baixos no segundo trimestre de 2026
- Acesso contínuo aos serviços conectados essenciais para a gestão moderna de veículos
- Uma transição suave, sem interrupções operacionais
Antecipar essa transição é evitar interrupções no serviço, bloqueios nas portagens e perdas de visibilidade operacional. Com a Negoroad, pode encarrar esta evolução tecnológica para o 4G com confiança.
